Veto em VALORANT: O Sentinela Senegalês Que Promete Desafiar as Regras do Jogo (Ou Não?)

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Prepare-se, Agentes! O universo de VALORANT está prestes a receber seu mais novo integrante, e ele vem com a missão de sacudir o meta, ou pelo menos, é o que a Riot Games espera. Durante as Grand Finals do VALORANT Champions Paris, foi oficialmente revelado o Agente 29, carinhosamente batizado de Veto. Um Sentinela nascido no Senegal, Veto chega com um kit de habilidades focado em desabilitar utilitários inimigos e prender adversários, além de uma ultimate que promete desafiar as leis da gravidade… ou melhor, dos debuffs.

VALORANT Agente 29 Veto
Créditos da imagem: Riot Games

Quem é Veto e de Onde Ele Vem?

Diretamente das areias do Senegal, Veto se junta ao elenco crescente de VALORANT como um Sentinela. Para os que gostam de números, sua chegada eleva o total de agentes jogáveis para 29. Mas não é apenas mais um rosto novo; Veto foi projetado para ser um disruptor, alguém que não apenas segura um flanco, mas ativamente desmantela as estratégias inimigas. Com lançamento previsto para 7 de outubro, a comunidade já fervilha com especulações sobre como esse novo guerreiro africano se encaixará no intrincado tabuleiro tático de VALORANT.

Arsenal de Veto: Habilidades que Quebram e Prendem

Vamos ao que interessa: o que Veto traz para o campo de batalha? Seu kit é uma mistura interessante de controle de área, anulação de utilitários e, surpreendentemente, uma ultimate de auto-capacitação. Veja as habilidades:

  • Crosscut (C): Atire para posicionar um vórtice no chão. Enquanto estiver no alcance e olhando para o vórtice, reative para se teleportar. Durante a fase de compra, o vórtice pode ser recuperado para ser reposicionado.

    Análise Rápida: Um teleporte que exige visão e proximidade, mas oferece uma fuga ou reposicionamento tático. A capacidade de recuperá-lo na fase de compra é um toque interessante para adaptação.

  • Interceptor (E): Atire para posicionar em um local projetado. Reative para ativar. Uma vez ativo, ele destruirá qualquer utilitário que colidir com um jogador e/ou que seria naturalmente destruído por tiros. Inimigos podem destruir o Interceptor.

    Análise Rápida: Ah, o pesadelo dos Controllers e Iniciadores! Um anti-utilitário direto. Imagine um Sova que vê sua flecha de reconhecimento sumir no ar, ou um Raze que tem sua granada explodindo antes de sequer tocar o chão. A desvantagem? Pode ser destruído.

  • Chokehold (Q): Atire para arremessar. É acionado ao atingir o chão, prendendo inimigos que pisarem nele. Inimigos são ensurdecidos e decaem (perdem vida gradualmente). Inimigos podem destruir a armadilha antes da ativação.

    Análise Rápida: Uma armadilha clássica de Sentinela, com um toque a mais. Ensurdecer é incrivelmente poderoso para impedir retaliações ou chamadas de equipe, e o decaimento adiciona pressão. O custo é que pode ser destruída antes de ativar, um contra-jogo justo.

  • Evolution (X) – Ultimate: Ganhe instantaneamente um estímulo de combate, regeneração e torne-se imune a todas as formas de debuffs.

    Análise Rápida: E aqui está o “grand finale”! Uma ultimate que é um verdadeiro “bote de salvamento” pessoal. Ficar imune a debuffs significa ignorar cegueiras de Omen, ralentizações de Sage, efeitos de veneno de Viper, e até mesmo o Chokehold de outro Veto. Combine isso com um estímulo de combate e regeneração, e você tem um Sentinela que pode se transformar em um duelist por alguns segundos. A ironia de um Sentinela se tornando quase imortal temporariamente não passa despercebida.

Trailer de revelação do Agente Veto.

O Impacto Imediato: Veto Vai Mudar o Jogo?

A grande questão que paira no ar é: Veto conseguirá cravar seu espaço no meta? Olhando puramente para as descrições e o trailer de gameplay, a comunidade está dividida. Muitos argumentam que suas utilidades, embora poderosas, podem ser facilmente destruídas pelos inimigos, limitando seu impacto como Sentinela solitário em uma composição. A facilidade com que o Interceptor e o Chokehold podem ser desativados levanta sobrancelhas.

No entanto, a ultimate Evolution é o ponto de virada. Em um jogo onde a coordenação e o uso de utilitários são cruciais, ter um agente que pode temporariamente ignorar todos os debuffs é uma vantagem colossal em confrontos diretos e situações de retake ou defuse. Será que essa habilidade por si só justifica sua presença, mesmo que suas outras ferramentas sejam um pouco mais frágeis?

Gameplay oficial de Veto.

O Desafio dos Sentinelas: Onde Veto se Encaixa?

Com Veto, o número de agentes Sentinelas cresce, reacendendo a antiga discussão: em que ponto a Riot considerará introduzir banimentos ou rotações de agentes no jogo competitivo? Cada novo agente adiciona mais complexidade e exige mais estudo. Veto, com seu foco em anular utilitários, entra em um nicho interessante, talvez competindo mais diretamente com agentes como Cypher ou Killjoy no controle de flancos, mas com uma abordagem mais agressiva e reativa.

Ele não parece ser um Sentinela para “plantar e esquecer” como a Killjoy, nem um mestre do controle visual como o Cypher. Veto é mais um Sentinela “ativo”, que precisa estar em constante interação com o inimigo para extrair o máximo de suas habilidades. Sua ultimate o permite ser um pilar de resistência, algo que os outros Sentinelas não oferecem de forma tão direta.

Conclusão: A Chegada Que Promete Agitar, Mesmo que Suavemente

Veto é, sem dúvida, uma adição intrigante ao elenco de VALORANT. Embora as primeiras impressões possam sugerir que ele não será um “quebrador de meta” instantâneo, a profundidade estratégica de suas habilidades, especialmente sua ultimate, oferece um potencial enorme para jogadas criativas e surpresas no cenário competitivo. A comunidade brasileira, sempre ávida por novidades e por dominar cada agente, terá muito a explorar a partir de 7 de outubro.

Será Veto o Sentinela que finalmente nos fará repensar as composições de equipe, ou será mais um agente a ser aprimorado com o tempo e o feedback dos jogadores? Só o tempo (e muitas partidas ranqueadas) dirá. Uma coisa é certa: ele adiciona uma nova camada de estratégia e mais uma pitada de tempero senegalês ao nosso FPS favorito.

Gabriel Neves dos Santos

Gabriel Neves dos Santos, 34 anos, é um repórter veterano da cena de eSports em Curitiba. Com background em programação, ele traz uma perspectiva única para suas análises sobre Dota 2 e Valorant. Conhecido por suas investigações aprofundadas sobre contratos e transferências de jogadores profissionais, ele se destaca por revelar histórias exclusivas do cenário.

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